Colunistas/ Cris Nunes/ Sobre o feminino

TAROT; AUTOESTIMA X SÍNDROME DA IMPOSTORA

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Você está pronta (e não precisa de MAIS um curso)

“Você já está pronta! Acredite”. Repeti essa frase várias vezes em um atendimento de mapa astral para uma mulher. Já tinha dito o mesmo para outra. E acontecido também com mais uma num atendimento de tarot…

Opa, pera. Temos aí um padrão. Um padrão que percebo em mulheres que atendo, porque já tive que quebrá -lo em mim.

Para falar desse padrão, coloco “pronta” no feminino, sem “x” genderless como costumo fazer em meus textos. Porque sei que é comum essa “síndrome de impostora” em muitas mulheres, que nunca se sentem prontas ou boas o suficiente para mostrar suas habilidades, aptidões, expressar suas ideias e acreditar em sua intuição. E, consequentemente, acabam fazendo curso atrás de curso, deixando de se lançar em projetos, num looping eterno de preparação. Acumulamos conhecimento e não colocamos para fora.

Já fiz muito isso. No fundo, existe um medo, uma insegurança que faz com que a gente fuja e se esconda atrás de milhões de cursos porque não confia no próprio potencial.

Porém, um dia a vida me encurralou e tive que dar a cara a tapa – com todos meus medos, com todas as minhas inseguranças, me sentindo uma impostora, mas respirando fundo. Criei coragem e fui atrás das mudanças que buscava na minha vida profissional.

Só sei que é um exercício diário. Mas a gente só aprende na prática. Dia após dia, criando confiança para dar espaço à expressão pessoal.

Então, você – MULHER – peço que acredite: você já está P-R-O-N-T-A.

Isso não significa que nunca mais vai ter que estudar, ler ou se aperfeiçoar. Não se trata disso. A gente sabe o que precisa à medida que percorre o caminho e começa a tomar as atitudes necessárias.

Estar pronta é sobre confiar no seu potencial, acreditar nas próprias ideias, dar vazão à criatividade, tocar seus projetos, mostrar o que já sabe e não se esconder atrás de cursos e mais cursos.

E, principalmente, a VALORIZAR-SE. Valorize o que você sabe. Valorize o que você cria. Valorize o seu trabalho.

O equilíbrio da equação vem primeiro de dentro. Desperte essa Imperatriz. Desperte esse feminino. Porque você já está pronta.

Por trás da valorização de si, há uma Imperatriz

Gosto muito de pensar em arquétipos para relacionar diferentes assuntos e, por isso, acabo percebendo quando um deles se torna necessário em minha vida.

Bem, A Imperatriz, Arcano III do tarot, é a cura para a síndrome de impostora. Se acessamos a nossa Imperatriz interna, acreditamos em nossas ideias, nos sentimos confortáveis para nos expressar e confiamos que estamos prontas para criar.

Ela é a representação do Feminino – energia Yin – e o arquétipo da criação. A Imperatriz tudo cria, tudo gera, porque está conectada com a fertilidade e abundância de sua natureza.

Uma coisa é certa: uma Imperatriz confia em seu potencial e acredita que merece. Senão, ela não estaria segurando um cetro, sentada à vontade num trono ou se sentindo digna de uma coroa. São elementos simbólicos, mas que nos mostram que essa figura tem noção de seu valor.

Reconhecer o próprio valor reflete diretamente na autoestima. E isso vai muito além de uma rotina de autocuidado de beleza ou uma (falsa) autoconfiança baseada em likes e seguidores no Instagram, por exemplo.

Uma Imperatriz não depende do reconhecimento externo. Ela exerce seu poder pessoal sem necessidade de aplausos ou filtros.

Essa noção de autovalor, basicamente, é uma relação que você estabelece com o mundo. É estar confiante de que pode criar o que quiser para sua vida porque já tem tudo o que precisa dentro de si.

Essa valorização nunca pode vir de fora, porque ela é a sua raiz que alimenta e nutre. Se a autoestima depender do externo, ela se torna uma vitrine tão frágil que quebra na primeira crítica ou rejeição.  

Por isso, a Imperatriz tem uma conexão estreita entre o que você cultiva dentro de si para poder dar ao mundo – através de seu amor próprio, criatividade e talentos – e, naturalmente, o que recebe de volta por sentir-se merecedora.

Se você quiser mensurar a sua Imperatriz interna, veja o quanto ainda se compara com os outros e depende de elogios.  O olhar externo, na verdade, é uma muleta e uma verdadeira Imperatriz não precisa disso porque seu sustento vem de dentro. É assim que ela tem força para criar e ainda ajudar outras a se levantarem. 

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