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planeta
foto Th Anh no Unsplash

Acender vela é costume aqui em casa, toda manhã. Assim, concentro minhas intenções num ponto luminoso e ilimitado. Acredito que atos simbólicos ajudam a mente a elaborar soluções com mais contorno e energia. O gesto de trazer luz ao ambiente remete às novas ideias que queremos deixar surgir ao longo de um dia comprometido com a fluidez e a alegria.

No livro “A magia divina das velas”, o autor Rubens Saraceni reforça: “a mente é a chave de todo processo”. Justamente por isso, elas têm valor ritualístico além do campo religioso ou místico. Na intimidade, animam algo muito particular. Se relacionar com as velas é um excelente exercício de sensibilização para o mundo sutil integrado e suas leis naturais.

Ainda riscando o fósforo dia desses, disse: “por minha cura e a do planeta” como um acordo, um pedido. A ficha caiu certeira: assim é o conceito de causa e efeito, especialmente, nesta equação eu + planeta, tão evidente, uma perfeita via de mão dupla. Nosso bem-estar mútuo é inseparável, interdependente e inegociável.

Na prática, basta lembrar dos momentos em que menos nos cuidamos, seja por falta de amor-próprio, disciplina ou vontade da vida. O que geralmente comemos e fazemos nesses dias é desastroso. Agimos por impulso na tentativa de compensar vazios com excessos. Poluímos o nosso corpo, vida e, como consequência, o meio ambiente.

Escolhas limpas, sustentáveis, partem de mentes saudáveis, conscientes. Se meus hábitos são “trash”, provavelmente estarei jogando no mundo um lixo difícil de ser degradado. Olhe para o carrinho do mercado, se ele estiver cheio de alimentos processados, estamos gerando um impacto negativo no corpo e no planeta. E não se trata só da comida, mas da toxidade dos cosméticos, dos itens de higiene pessoal, do consumismo, emoções, pensamentos, palavras e relações.

A ideia não é demonizar nossa vulnerabilidade nem ignorar períodos de baixa estima ou depressão. Como seres cíclicos, faz parte transitar pela dinâmica da roda que por vezes não nos concede o lugar do topo. Mas, na queda, uma fresta de consciência sistêmica pode ser a chave do equilíbrio.

Tem um lugar na nossa humanidade que deseja a harmonia, nem que ela esteja fora da gente, para ser contemplada e, quem sabe, devorada como num processo no qual assimilamos beleza e paz. E vice-versa. 

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aromaterapia olfação

Já percebeu que os óleos essenciais andam mais populares que nunca? De certo são excelentes companhias que renovam o astral, perfumam a casa e estão nos produtos de higiene e beleza, ainda trazendo benefícios cosméticos nas fórmulas mais naturais.

A verdade é que eles podem ir muito além quando prescritos por bons profissionais da Aromaterapia, uma das práticas integrativas complementares das mais buscadas.

Os óleos essenciais são princípios ativos naturais com diversas funções terapêuticas, aliados do bem-estar e do autoconhecimento, de um cuidado preventivo, pois, usados com rigor, podem equilibrar as nossas emoções e gerar novas percepções de comportamento. E isso eu tenho experimentado desde o início do ano passado com um tratamento contínuo que é como uma jornada sinergética, rica em sensações e insights.

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Foto: Victor Affaro / look kimono e máscara relaxante Fabrikei

Apesar de toda essa popularidade, deixamos de lado um dos processos mais importantes da Aromaterapia: a olfação. Porque não basta sentir o cheiro, é preciso que o contato com o óleo seja ainda mais íntimo e pessoal.

Enquanto nos debruçamos sobre as descrições das propriedades terapêuticas dos óleos, informações disponíveis em qualquer site, criamos uma relação pouco intuitiva e muito racional, mas há todo um campo ainda a ser investigado a partir de uma olfação correta.

Segundo a terapeuta Luísa Giardini (@calendula_ti), com quem me consulto, a olfação é a forma mais eficaz de interagir com os óleos essenciais, porque é assim que descobrimos o óleo ideal para cada situação ou momento de vida. A ideia é, na calma e entrega, entender como a química dos óleos trabalha sobre cada indivíduo. Esse é o caminho para o encontro das suas moléculas aromáticas com o nosso sistema límbico até o hipotálamo, glândula que gera informações preciosas para todo o organismo, incluindo o sistema endócrino. 

A mágica, como explica Karina Viega (@karinaviega), jornalista e aromaterapeuta, é: “Cada óleo essencial possui diferentes “chaves mentais” e, portanto, induz diferentes impulsos a neurotransmissores e reações hormonais conforme sua composição química aromática. A inalação dos OEs, abrangendo aqui tanto o aroma quanto sua estrutura molecular única, pode ativar tanto o límbico quanto o hipotálamo, auxiliando no controle de estresse, trauma emocional, e também estimulando ou modulando a produção de hormônios que resultam em inúmeras reações psicossomáticas”.

A experiência guiada por um profissional ganha contornos mais palpáveis e organiza a mente que, com o excesso de informação, acaba se perdendo no meio de tantas possibilidades e aromas extáticos. 

“É muito importante ter um tempo de olho fechado. Inibir os outros sentidos faz o olfato ficar mais atento. Com 3 minutos de olfação o óleo começa a trabalhar quimicamente no cérebro, trazendo sensações, mais do que memórias afetivas. Formulamos imagens também que instigam e demonstram como o óleo nos influencia. Depois de 5 minutos, o contato com o óleo é puramente químico, o que nos faz alcançar um nível de sensibilidade ainda maior e mais apurado. Costumo fazer até 8 minutos para identificar o que cada óleo ativa ou não, dependendo se já existem ligações neurológicas propícias para as ações terapêuticas propostas. Começamos com uma conversa, depois seleciono alguns óleos com potencial para equilibrar as questões pontuadas pelo paciente, proponho a olfação e terminamos com um óleo escolhido ou um blend.”, me explicou Luísa. 

Tudo isso pode ser uma surpresa e um grande prazer. No dia a dia, o uso do óleo essencial diluído em óleo carreador (Luísa gosta de jojoba para isso) armazenado em roll-on de vidro de cor âmbar (para proteger e conservar o conteúdo) vira um ritual acolhedor, muito mais do que simbólico, uma ação consciente e sensível de autocuidado integral. Eu amo!

*Aproveito para agradecer a loja virtual multimarcas de óleos essenciais, cheiros para corpo e casa EMPÓRIO COPAÍBA que apoiou o CENA CRUA e ofereceu este conteúdo para quem quer saber mais sobre Aromaterapia. Vale uma passeada pelo site (clique aqui) para ver todos os produtos e acessórios como difusores com preços excelentes! No IG, siga: @emporiocopaiba

 

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