Beleza Crua/ Colunistas/ Veronika Rosse

FEMININO E MASCULINO
NA QUARENTENA

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A  conexão com a energia feminina para uma quarentena mais suave

A discussão sobre a feminilidade como uma construção de imagem ideal da mulher, através de padrões estéticos impostos pela mídia e pela sociedade de consumo, é uma das principais pautas de movimentos feministas que buscam romper com estes padrões e incentivam a aceitação de um corpo sem regras. 

Para dividir espaço com os homens nas esferas da sociedade, a mulher de hoje precisa ser múltipla, tem que dar conta de tudo e ainda corre o risco de se sentir culpada por ter deixado algo para trás no final do dia. Quem se identifica levanta a mão! 

Com todas as atividades reunidas em um só lugar, o lar, a quarentena pode ser um prato cheio para refletir se a relação com o trabalho, a família e os amigos, os afazeres do lar e os hobbies fazem sentindo nessa rotina mega acelerada, onde é preciso se desdobrar para dar conta de todos os checks de uma lista infinita. 

Mas a chave para acalmar as emoções nessa luta diária do que é ser mulher pode estar em uma filosofia que vem ganhando destaque em canais de autoconhecimento e espiritualidade: a conexão com a energia do feminino. 

Energias para reger os dias no meio do caos

Para Ariana Schlösser, pesquisadora na área de relacionamentos, intimidade e energia do feminino, que trabalha com ‘mulheres tá-tudo-bem-cmg-não-preciso-de-ng’, quando a energia do feminino não está liderando no dia a dia, a mulher torna-se ‘penetrativa’ –  ela pensa demais, quer fazer coisas o tempo inteiro e quer que tudo seja do seu jeito – , ou seja, o modo testosterona de ser eficiente a qualquer custo. Mas como sair deste modo? 

“Precisamos entender como a nossa polaridade feminina e masculina estão atuando, porque em ambos os sexos encontramos as duas. O masculino é o lado da ação, do pensar e resolver, já o feminino é estar presente no momento, sentir, acolher, esperar, receber e intuir, é estar no corpo. Se desejarmos sair do estado de “fortona”, que é tão solitário e cansativo, nós precisamos equilibrar estas duas energias a serviço do nosso feminino”, explica ela. 

Segundo Ariana, a energia do feminino convida a saber o que é essencial, para isso é preciso diferenciar o querer do precisar, o que envolve o fazer sentindo prazer, viver no processo, acolher os sentimentos sem julgar, estar presente na experiência e, principalmente, fazer tudo sem pressa, sair da cabeça e ir para o corpo, respeitando os ciclos e ritmos internos.  

Um exercício que ela propõe para viver o feminino na prática é realizar pausas durante o dia para apreciar as coisas boas da vida – entrar em contato com o que precisa –, como parar para ver o céu, tomar um chá no meio da tarde, mexer ou cuidar do corpo, sentir a textura de uma roupa, ouvir uma música dançando ou sentindo cada nota. 

Assim, o masculino entra em ação para dar espaço e apoiar o movimento do feminino, seja para reservar um horário na agenda (polaridade masculina) para apreciar algo (polaridade feminina), ou para saber quando não é mais hora de trabalhar (polaridade masculina) para tirar um tempo para se cuidar (polaridade feminina). 

Ao se reconectar com o feminino e com o arquétipo da Deusa, que sabe nutrir o que ama e se deliciar com os prazeres da vida, as mulheres vão aos poucos se tornando mais magnéticas ao experienciar a vida exalando alegria e paixão. Mesmo no meio do caos. Por isso, porque não, pelo menos, tentar o equilíbrio?

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