Colunistas/ Para pensar junto/ Veronika Rosse

COMUNIDADES DIGITAIS:
NOVAS DIRETRIZES EM TEMPOS DE CAOS

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Como colunista do Cena Crua me sinto inspirada a exercitar uma escrita mais cuidadosa. Para mim, o Cena é uma rede de afeto onde suas colunistas se sentem livres para compartilhar com leveza suas expressividades para uma comunidade que consome esses conteúdos com muito respeito, devolvendo o carinho com a mesma moeda.

comunidades digiitais

Esse parece ser um movimento que aos poucos está se intensificando nas redes sociais. Buscamos não somente um conteúdo relevante, mas esperamos que ele seja acolhedor. Além disso, mesmo cansados e sensíveis, continuamos atentos para ideias que fomentem mudanças ou toquem em algo íntimo em nós. E isso só é possível quando o conteúdo é feito de verdade e muitas vezes vindo de um lugar particular e subjetivo. Essencialmente humano.

Nas redes sociais e na vida – que se tornou muito mais virtual nos últimos meses – é importante praticarmos o nosso senso de responsabilidade como integrantes de uma grande teia que nos conecta o tempo todo. Já que até nos momentos em que precisamos de respiro, encontramos ali um refúgio para nossas angústias, mesmo que por poucos instantes. Quantas vezes não procuramos algo para nos sentirmos bem, não é?  

Hoje, todo mundo é produtor e consumidor de conteúdo on-line e diariamente tentamos nos sentir menos perdidos, mais conectados. Buscamos alternativas para o nosso bem-estar e uma vida mais saudável no meio do caos. As marcas já sacaram isso! “Menos propaganda e mais propagação de ideias”, publicou dia desses o jornalista André Carvalhal (@carvalhando) que tem uma mídia comprometida com o bem-estar coletivo.

Pego carona nessa lógica e ressalto a importância de pequenos grupos também, “micro comunidades digitais” que se encontram numa dinâmica de menos número e mais troca. No total, criamos uma espécie de consciência coletiva, um enorme banco de dados emocionais e de experiências de vida. O que sustenta essa realidade em espaços como o Cena Crua e tantos outros que vemos surgir é o afeto.

É ele quem vem arejando o “mais do mesmo” e repaginando os feeds dos influenciadores famosos que agora assumem facetas mais humanas, menos glamorosas. Fragilidade e vulnerabilidade entram no lugar da perfeição que só aumenta os desejos por padrões inalcançáveis e irreais. Não precisamos de gatilhos assim! Estamos reavaliando tudo o que consumimos e nisso entram os conteúdos, os perfis que estão rolando por nossos olhos. Como um dos posts da agência de conteúdo e educação @co_phy diz: “a ostentação foi cancelada”. Entra o afeto (meu palpite)!

O perfil da @contente.vc, uma plataforma que reúne ideias para uma vida digital mais consciente, é outra fonte de inspiração e pesquisa para quem está nas redes. Lá a gente lê sobre comportamento e temas como empatia, influência, saúde mental e a relação com “#ainternetqueagentequer”, hashtag e movimento que eles criaram.

Quem sabe estamos aprendendo aos poucos a importância de laços mais sólidos e a necessidade real de interagirmos com mais acolhimento dentro das comunidades digitais? Uma forma saudável de recriarmos essa vivência de apoio enquanto não podemos nos encontrar fora delas. Que assim seja!

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