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No último mergulho do ano; dê um salve à IEMANJÁ!

Quando a gente precisa de colo, um mergulho resolve tudo. Boiar, prender a respiração, salgar o corpo queimando o estresse, silenciar a mente no fundo do mar, conversar com o seu movimento e respeitar para não se machucar… a natureza ensina, abençoa e revigora.

Para todos, desejo muitos mergulhos ainda este ano e que, até o último deles, lembrem de agradecer a quem quiserem pelos presentes e lições de um ciclo que se encerra. Eu agradeço também à Iemenjá. Por isso, fiquei apaixonada pela série de imagens feitas pela fotógrafa Julia Rodrigues.

“Fiz as fotos durante uma manhã na praia de Maricá (RJ), terra da minha família. “Sonhei” com essa imagem durante um ritual de Ayahuasca. Enquanto repensava os aprendizados deste último ano, brotava uma vontade de me colocar dessa maneira em frente ao mar, agradecendo as sacudidas das ondas e as calmarias que rolaram e me ensinaram muito. Sou filhote da praia, aprendi a nadar cedo, furar onda, tomar caldo sem me desesperar, ver os movimentos do mar para não ser puxada para dentro. Quando eu preciso colocar as ideias no lugar ou me curar de algo, sei que só o mar salva e corro para o mais próximo! As fotos são uma forma de agradecimento à força curativa, maternal, protetora e orientadora do mar, representada por Iemanjá.”

A ideia era clicar autorretratos, mas Julia achou que teria mais fluidez durante o ensaio com uma outra pessoa assumindo o seu papel reverenciando o mar. Melhor pessoa para isso foi sua irmã. Ficou lindo!

 

Fotos: Julia Rodrigues

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