Comportamento/ Para pensar junto

Para pensar junto

Definitivamente o novo mal do século acaba de ganhar nome e está na moda, na boca do povo, na ponta da língua e no dedo que aponta. Cientistas, políticos, médicos, espiritualistas, artistas, todos devem ser convocados urgentemente para uma conferência mundial sobre o tema, a intolerância. Ela está camuflada, recebe muitos outros nomes e se multiplica em diferentes comportamentos. Também assume um aspecto invisível e onipresente em discursos triviais, de pessoas das mais cultas às que não tiveram boas oportunidades na vida.

Precisamos descobrir a raiz desse sentimento e acabar com ele de uma vez. Nos afastamos da noção de humanidade quando nos comportamos com intolerância e rejeitamos o outro por alguma diferença, quando os excluímos do nosso universo tão umbilical quanto patético e que não faz questão de ter flexibilidade por preguiça.

Desconfiamos do medo e da mesquinhez, afinal somos tomos cheios de limitações e defeitos. Desconfiamos que não é o mundo, mas o homem que se tornou fechado e perdeu seus nervos. Tanto, tanto, que foi provocado pelos absurdos diários com notícias de  violência e estatísticas de dor. O homem é capaz de se coroar, mas se quiser, pode também se autolobotomizar para então seguir.

Em pouco tempo, estaremos todos desconectados, avulsos e insensíveis. Dizem, os entendidos, que o que nos diferencia dos bichos é uma inteligência sensível, capaz de coordenar grandes manobras colaborativas e criativas na construção do mundo que quisermos. Resta saber em que tipo de mundo a gente realmente quer viver. A resposta deve vir da consciência. Analisemos ela antes de reagir, de criticar e de colocar mais uma semente nesta terra, para que ela não seja podre.

Inspirações: Antonin Artaud, José Celso Martinez Corrêa e Leo Chacra

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