Beleza Crua

PARA APRENDER MAIS SOBRE PERFUMES

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Foto bady qb / Unsplash

Sou apaixonada por fragrâncias. Gosto tanto delas, que não as dispenso no desodorante, no creme corporal, facial, de mãos. Não me incomodo com a mistura, muito pelo contrário: acho divertido ir desvendando as camadas de diferentes cheiros em mim mesma, que vão se destacando ao longo do dia, conforme me movimento. Nessa festa de aromas, o perfume, para mim, é a estrela de todas as fragrâncias que uso, e ao longo da minha vida, fui colecionando cheiros de que gosto em busca daquele perfume preferido, que define sua personalidade, sabe? Nunca encontrei e acho que é porque, embora seja uma amante das fragrâncias e tenha um bom olfato, sofro de uma dificuldade em identificar cada aroma, saber que o que gostei naquele determinado perfume é o mesmo ingrediente que encontrei naquele outro, por exemplo. E não sei dar nomes aos cheiros que sinto. Por isso, quando fiz o curso do Dênis Pagani, há uns dois anos, tudo ficou tão mais claro para mim. Chamado Alfabetização Olfativa, é o mesmo curso que ele dará no próximo dia 7 de dezembro, uma ótima dica para quem trabalha ou quer trabalhar em alguma área que tenha fragrância envolvida (de sabão em pó a perfumaria fina), ou que é simplesmente curioso e louco por tudo o que possa deixar a vida mais perfumada, como eu. 

Criador do site e insta 1Nariz, Dênis é um expert e consultor de perfumes, que dá aulas, workshops, trabalha para marcas e faz consultoria pessoal, para você encontrar aquela fragrância que te representa. Neste curso, realizado em grupo, comecei a entender como separar as fragrâncias em famílias olfativas (chipres, orientais e florais estão entre elas). Fizemos “degustações” às cegas de perfumes clássicos para tentar descobrir as notas, se o perfume era definido como masculino ou feminino, para se surpreender como o “perfume de homem” ou “perfume de mulher” pode mudar totalmente conforme a época em que foi lançado. Clássicos como Eau Sauvage (1966, Dior) e Opium (1977, Yves Saint Laurent) foram desvendados, revelando a influência e conexão deles com outros perfumes lançados antes e depois. Na parte de sentir o cheiro das matérias primas puras e saber mais sobre elas, descobri que sou muito fã de patchouli. Mas talvez mais o patchouli usado atualmente, mais limpo, do que o antigo, mais pesado (isso ele também ensinou, que muitos ingredientes foram modificados, pararam de ser usados ou foram substituídos por versões sintéticas, e que muitos perfumes passaram por repaginações que os tornaram irreconhecíveis ao longo dos anos). 

Sigo em busca da minha fragrância perfeita, talvez, agora, porque não queira abrir mão de tantas possibilidades que me transportam para mundos totalmente diferentes, numa única borrifada. 

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