Comportamento/ Para pensar junto

Mãe de corpo e alma

Então chega aquele segundo domingo do mês de maio que todo ano você celebra num almoço com a família. Todos à mesa, aquela confusão e muitos beijinhos na sua que é e será (quase sempre) a melhor mãe do mundo! Assim, todo Dia das Mães vale para que os filhos possam ser um pouco mais carinhosos do que o normal.

Já para elas, todo dia é dia de ser mãe com toda potência. Não esquecem em nenhum momento da missão, da tarefa e do compromisso e não fazem o trabalho pela metade. Aí está a plenitude de muitas mulheres, o mergulho profundo no poder da criação e na arte de gerenciar tanto amor.

Não à toa, são pintadas de exageradas, loucas e chatas. Mas no meio desse ciclo íntimo de emoções, tem um pote de ouro sempre aberto e de onde jorra uma energia vital tão grande que nunca acaba. O que vem daí é o que não podemos deixar de sentir quando somos filhos. As mães, elas não têm escolha e estão sempre, mesmo de longe, alimentando essa fonte.

De onde vem tudo isso? O que é ser mãe? Eu, que não tenho filhos, fiz essas perguntas para minha mãe, minhas tias, sogra, cunhada e amigas. Ao me responderem, todas soaram como uma mesma voz.

Claudia Cabral, médica, 58 anos, mãe do Conrado, 33, e da Isabela, 21.

“Ser mãe é um compromisso muito importante com seu filho e com as leis da vida. É um sentimento de amor inexplicável desde as primeiras semanas de gravidez e que permanece por toda vida. Além de laços físicos, existe muita emoção na relação. É como se fosse um pedaço de nós nos trazendo alegria e amor. É aprender. Me surpreendo como eles podem ser tão sábios e enxergar o que às vezes não alcançamos. Procuro usar essa troca com respeito e carinho. Ser mãe é uma missão determinada e não consigo vê-la sem a presença divina. Por isso agradeço todos os dias a oportunidade de ser mãe”

Cristina Leon, arquiteta, 53 anos, mãe do Bernardo, 23 anos, e do Filipe, 21.

“Ser mãe é uma dádiva! Me fez ser superpoderosa. A partir do nascimento do meu primeiro filho senti que mudei pra melhor em todos os sentidos. Comecei a refletir o quanto eu teria que ser forte para criar meu filho e conversando com minha mãe ela me disse uma coisa que nunca mais esqueci: “Você agora não é só filha. Você é mãe”. São laços profundos e que envolvem responsabilidade, cuidado e generosidade”

Joyce Rosa, advogada, 64 anos, mãe do Eurico, 41, e do João Gabriel, 38.

“Biologicamente, ser mãe é gerar uma vida! Emocionalmente, completude. Espiritualmente, dom divino de trazer um espírito à vida material. Para mim, ser mãe é a realização de um desejo emocional inerente ao meu ser”

Vivian Pereira, médica, 38 anos, mãe da Malu, 7 anos e grávida do Tomás.

“É maravilhoso gerar uma vida. Ser mãe é uma missão e uma oportunidade de evolução. Eu passei a enxergar o mundo com mais sensibilidade e amor”

Elizabeth Guimarães, professora e artesã, 63 anos, mãe do Guilherme, 37, da Lila, 36, e da Marcela, 32.

“Quando engravidei pela primeira vez, levei um susto! Não estava preparada emocionalmente para o desafio. Me sentia sem preparo para o tamanho do compromisso. Com o passar do tempo, vi que ser mãe não requer nenhum título de graduação e nem experiência. A gente se adapta e com ajuda a vida vai fluindo naturalmente. Ser mãe, pra mim, foi a chegada da maturidade. Meus filhos são a minha história, um pedaço de mim”

Elizabete Fernandes, estudiosa da doutrina espírita, 60 anos, mãe do Victor, 35, do Gustavo, 33, e do Guilherme, 30.

“Sempre foi o meu maior desejo e quando eu consegui realizar isso me senti plena. Pude aprender muito mais sobre a vida. Agora, mesmo com eles crescidos ainda me disponho a ajudar na medida do que posso e do que não posso”

Carol Montenegro, 36 anos, empresária, mãe da Isabella, 3 anos, da Victória, 1 e meio, e da Bia, de 3 meses.

“É um sentimento louco porque não dá pra imaginar como é possível amar um ser humano tanto quanto você ama seu filho e o amor só vai crescendo. Fico pensando como encontrar o equilíbrio perfeito entre proteger e deixar que elas sigam seus caminhos, sejam livres e descubram o mundo. Aprendi a valorizar coisas que ainda não tinha percebido e a deixar de lado o que não faz tanto sentido. Sei escolher e priorizar o que importa, porque tudo vem em segundo plano e elas sempre em primeiro lugar”

Carolina Vasone, 40 anos, editora de moda e beleza, mãe do Vittorio de 7 anos.

“É um divisor de águas. Para cada uma a experiência é diferente, mas pra mim foi revelador de um amor que eu nunca senti na vida. O maior amor do mundo, um amor que está nas entranhas e que só cresce. Quando um filho nasce você já o ama, mas com a convivência fica incomparável. Esse amor me trouxe foco para entender o que era importante. Dizem que quando um filho nasce com ele vem a culpa. Eu não concordo, sinto que a maternidade é o meu melhor papel onde me sinto mais segura e mais tranquila, não porque eu ache que estou acertando o tempo inteiro, mas pela certeza de estar de corpo e alma fazendo o meu melhor. Quando temos essa sensação é menos culpa e mais plenitude”

Roberta Donato, empresária, 40 anos, mãe da Olivia, 7 anos, da Lorena e da Clara, gêmeas de 4 anos.

“Ser mãe é padecer no paraíso sim! Ao mesmo tempo que você abre mão de tudo, você tem um amor que preenche todas as células do seu corpo, a casa inteira. Percebi que o amor, o carinho e presença são muito importantes na vida dos filhos. O que você faz no inicio da vida deles define seus caminhos. É assim que  eles sentem segurança. Essa consciência me traz uma responsabilidade muito grande, mas o dia a dia preenchido com amor faz a gente passar por isso, e ainda passar alegre”

Nilza Masullo, professora, mãe 70 anos, mãe da Gisele, 44, e da Débora, 40.

“Quando nasce um filho, acontece uma grande mudança na vida da mãe. Comigo não foi diferente. Senti um grande amor e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade pelas criaturinhas que trouxe ao mundo. A partir daí, a vida foi de bastante trabalho e cuidados para garantir bem-estar, boa educação e bons valores morais, mas também de muitas alegrias. Hoje, me sinto recompensada, pois minhas filhas são seres humanos íntegros, bons e que contribuem para melhorar o mundo. Fico feliz por ter duas amigas e sei que posso contar com elas. E elas sempre poderão contar comigo para qualquer coisa”

Catarina Accioly, atriz e diretora, 43 anos, mãe da Gabi de 4 anos.

“As pessoas estão acostumadas a perguntar a quem você delega os serviços diários de ser mãe.  As pessoas não têm ideia e nem eu tinha! Ser mãe é muito mais do que o período da gravidez e o pós parto, é viver cada fase!  Eu fui mãe aos 39 e sabia que não ia ser fácil, mas estava afim de viver essa experiência que é inigualável. Não só pelo amor por esse indivíduo que brota de você. As crianças já nascem com uma personalidade que te faz se adequar. A gente não escolhe, mas ao mesmo tempo isso te conduz a um amor incondicional. Ser mãe é principalmente renunciar! Quem não esta afim de renunciar, não seja mãe. Não tem amor no mundo que te faça renunciar a você mesma a não ser o fato de ser mãe. Estou sempre tentando me redescobrir como mãe e pessoa. É maravilhoso!

Michele Marie, 50 anos, pedagoga, mãe da Priscila, 26, e do Pedro, 23.

“É um amor imenso. Um afeto desmedido. É atenção, gratidão, doação. É a razão da minha vida”

Todo o amor para elas!

Na foto acima, Catarina Accioly e Gabi

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