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ARTE CRUA

Dos prazeres de ser um observador está o deleite em descobrir, no simples, cenas de beleza singular e alma artística. Quando a natureza nos apresenta um possível material de trabalho ou uma reflexão essencial, é sinal de que estamos conectados aos instantes de forma generosa. Essa é a tônica de alguns trabalhos expostos aqui, na coluna Texturas do Brasil, feita com a colaboração de grandes amigos e fotógrafos.

Com uma Fuji compacta na mala, Julia Rodrigues partiu para uma temporada de verão na Bahia, onde captou uma série de imagens que resgata esse valor do instante, tão efêmero quanto precioso. Certas apropriações da realidade, assim como nos é apresentada, ampliam nosso conceito de beleza e despertam o equivalente ao que uma obra de arte provoca. Assim são os “presentinhos do mar” fotografados por Julia.

“Há 8 anos comecei fotografando arquitetura na faculdade, mas logo me interessei por retrato. O que era bem estranho na época porque eu era super tímida e tinha dificuldade em interagir com desconhecidos. Fazer retrato foi como uma salvação pra minha sociabilidade. Era uma “desculpa” para interagir de maneira mais profunda com as outras pessoas. Mas é bem engraçado que eu tenha passado de fotos de construções duras e linhas retas pra pessoas. Fui assistente de dois grandes fotógrafos no Rio de Janeiro: Ernani d’Almeida e Jorge Bispo. Em São Paulo, fiz o Curso Abril de Jornalismo, que me ajudou com os contatos nas editorias e o trabalho com retratos deslanchou. Quando viajo, adoro passar um tempo observando a vida normal do lugar e tudo o que há em volta. É só parar, olhar e fotografar”, conta a fotógrafa nascida em Niterói, Rio de Janeiro, que mora em São Paulo e tem o charmoso Estúdio Cachalote, com o fotógrafo mineiro Tomás Arthuzzi.

Para seus projetos pessoais, publicidade e diversos veículos de comunicação, Julia já retratou personalidades como Bruna Linzmeyer, Francisco Brennand, Os Gêmeos, Adèle Exarchopoulos, Ronaldo Fraga e muitos outros. Por aqui, ficamos com fragmentos do cru e lindo das areias da Península de Maraú, na Bahia! Viva o verão! Viva o Brasil!

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Sobre estar em Maraú: “Um lugar onde o tempo para. A parte mais deliciosa da viagem era andar por quilômetros e não cruzar com ninguém pelo caminho, encontrando esses corações do mar na areia, mariscos e conchinhas que abriam e se fechavam enquanto eu me aproximava. O vento na cara e os coqueiros na beira da praia, alguns bem imponentes e outros já cedendo às investidas do mar nas suas raízes contavam historinhas sobre esse tempo que pode acelerar ou quase parar dependendo de como a gente o recebe”, lembra Julia.

fotografia Julia Rodrigues

arte crua por Julia Rodrigues

Julia Rodrigues arte crua

arte crua na praia

arte crua natureza

arte crua por Julia Rodrigues

fotógrafa Julia Rodrigues

arte por Julia Rodrigues

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