Beleza crua/ Moda/ Para pensar junto

Beleza Crua – alimente a sua autoestima

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Ela causou no último SPFW em um desfile que marcou os 45 anos da Ellus. No casting, modelos masculinos e femininos icônicos, new faces e ela. Rebecca Gobbi, livre. Sem blusa nem sutiã, entre a vanguarda e as carnes mais novas do pedaço. Aos 25, a modelo das agências Way (no Brasil) e Next (em Londres, onde passa a maior parte do ano) completa 10 anos de carreira em um momento interessante. Parece que o mundo deseja intimamente quebrar as amarras dolorosas dos padrões de beleza. Estamos neste coro e é sobre isso que falamos aqui!

Rebecca Gobbi

Quem já trabalhou com ela não esquece. No shooting não tem tempo ruim e está sempre disponível para o que nasce na hora. Foi assim que nos conhecemos, num editorial de moda com outras meninas. Rebecca tinha qualquer coisa de diferente no seu jeito. Por trás da embalagem rock’n roll, ela exala delicadeza ao olhar o mundo e entender como ocupá-lo. Talvez seja esse o combo de sucesso que a coloca na linha de frente em campanhas para marcas como Jean-Paul Gaultier e nas capas da Vogue, Elle, Bazaar, Marie Claire e ouras revistas pelo mundo.

Quando começou, a modelo brasileira Marina Dias era uma das suas musas inspiradoras. Em comum, elas apostam na singularidade e no estilo marcante de posar empresando a imagem na construção de uma narrativa. São também absolutas em assumir seus tipos de beleza e, mesmo incontestavelmente lindas, são mulheres com corpos que desafiam alguns padrões de beleza que aprisionam.

Recentemente, Marina posou para a Playboy. No contexto de uma revista com tradição machista, o ensaio é um refresco para os olhos, ainda sendo provocante. Não apenas pelo corpo de Marina, de proporções delicadas e naturais, mas por sua atitude. Ali, ela não estava apenas à mercê do que se espera de uma sex symbol. Ela se insere ativamente como um objeto estético que tem o controle da sua expressividade.

São caminhos sutis que aos poucos ressignificam o corpo numa sociedade que trata a sexualidade de forma tão literal e viciada. No Brasil, a nudez ainda é tabu. Fora do calendário do Carnaval, é crime o topless e muito ainda se confunde nas redes sociais, mortas de medo da moral, cegas para as manifestações artísticas e políticas que alimentam o tema do corpo na atualidade.

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“Postei uma foto do desfile, uma imagem voltada totalmente ao fashion, ao empoderamento e aceitação do próprio corpo. Fiquei indignada em ser excluída da rede e ainda ser tratada com palavras ofensivas, dizendo que os mamilos femininos são um ‘sexual violence'”

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Free The Nipple

Na visão de Rebecca, a reação inflamada pela foto é o reflexo da falta de investimento do país em educação. Além do tabu em relação à nudez, o episódio abriu uma porta escancarada para o preconceito com a única propriedade individual e legítima, o corpo. Quando a expectativa é quebrada por algo que não corresponde ao código atual de beleza, um certo desconforto é acionado por um gatilho invisível e cruel. Mulheres criticam mulheres, e os homens também, sem pudor.

Antes do perfil da modelo ser excluído pelo Instagram (isso aconteceu duas vezes pelo mesmo motivo: fotos de trabalho com os peitos de fora), alguns dos mais de cem comentários referentes à imagem do desfile da Ellus apontavam para essa realidade, difícil de entender. Estamos falando de comentários que criticavam a sua beleza, o tamanho e o formato dos seus seios. Sim, foi isso o que aconteceu!

Duas vezes julgada. Uma pela atitude em bancar a passarela sem blusa e outra por sua estética sem artifícios. É, não está fácil pra ninguém. Nem para uma modelo internacional. Será que a discussão pode então ficar por isso mesmo? Só na semana de moda?

rebecca-gobbi-free the nipple O corpo como ferramenta de libertação

Em resposta aos comentários, a modelo publicou em suas redes uma espécie de manifesto em que convidava a todos para um mergulho ao universo do amor próprio e da aceitação do que é singular e diferente em cada um. Recebeu uma série de mensagens de meninas jovens e de pais preocupados com a cabeça dos filhos em fase de desenvolvimento, tentando encontrar o seu lugar. Foi uma supresa para ela, mas um alívio falar sobre isso abertamente.

Entre indas e vindas da Europa, conseguimos um tempo para fotografar a modelo e passar a história adiante! Comente, compartilhe e faça a sua parte: ame-se, profundamente, como se não houvesse amanhã!

” O que eu amo não é o mesmo que o outro ama. Precisamos aceitar a diversidade. Isso é o que torna o mundo mais interessante”

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“O fato de eu ter os seios pequenos, não me torna menos mulher ou menos desejada. Ter peitos pequenos foi uma coisa dada a mim e aceita por mim. Se você tem peitos grandes, ame-os. Se você os tem pequenos, ame-os. Amem seus corpos que foram dados a vocês”

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+Playlist Rebecca Gobbi para o Cena Crua

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Foto: Victor Affaro

Beleza: Rachel Ramos com produtos Lush

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Notinha crua

MECA INHOTIM – 2ª ed.

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O que seria de um festival em pleno 2017, quando tudo parece uma grande loucura aqui no Brasil, se não fosse uma programação com espaço para o pensamento e a troca de novas ideias? Música, arte, moda, tecnologia e Inhotim arrematam a equação da 2ª edição do #MECAInhotim, que acontece em um final de semana prolongado e irresistível nos dias 07, 08 e 09 de julho!

Shows, palestras e workshops vão ocupar o maior museu a céu aberto do mundo, o Inhotim em Minas Gerais! Além da programação criada com a curadoria da equipe do MECA, desta vez, os intervalos entre as atrações estão mais folgados para que os acervos artístico, botânico e histórico-cultural de Inhotim sejam vividos por inteiro!

O evento tem o propósito de chacoalhar toda a estrutura de quem está com os pés no presente e os olhos em um futuro potente. Para isso, o #MECAInhotim reúne “pessoas que estão criando hoje o Brasil que a gente vai ver crescer e ser impactante no futuro. Uma geração jovem e criativa que aposta em projetos inovadores, de vanguarda, que constroem um país diferente”, conta nossa colunista Valentine Giraud, também colaboradora do MECA.

+ Leiam os textos de Valentine Giraud AQUI e AQUI

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Vejam no vídeo o clima do festival do ano passado!

Seguem as informações do FESTIVAL:

A 2ª edição do #MECAInhotim acontece nos dias 07, 08 e 09 de julho!

Além dos 23 pavilhões, 22 obras de arte ao ar livre e 07 jardins temáticos distribuídos pelo 140 hectares do parque, já estão confirmadas as atrações:

Shows

Jorge Ben Jor, compositor, cantor, guitarrista e ícone gigante da música brasileira que dispensa qualquer tipo de apresentação

Karol Conka, a rainha de cabelo rosa que lacrou os corações do Brasil desde sua primeira aparição

Joakim, um dos maiores nomes no cenário mundial da música eletrônica, DJ e produtor francês

Pional Musiq, multi-instrumentista, cantor, produtor e DJ espanhol, outro grande destaque dessa cena

VentreTerno Rei e M O O N S (curadoria Balaclava Records)

Lumen Craft

Lia Paris

Day parties

Lucio Ribeiro (Popload), Guga Roselli (Mareh Music), XERÉUFernando Dotta e Rafael FarahVitor SobrinhoDollah Karma e Leandro Matos (Festa PUSH), Rodrigo Peirão e Diogo Strausz  Balako), Carol Mattos e Belisa, Juliana Baldi (Bananas Music Branding), Filipe Raposo(RARA), Larissa Busch,  Pedro Valério e Mark Daniel.

Palestras e workshops

Com Alice Braga e Marina Person como destaques, a programação de palestras foca também uma nova geração de empreendedores. João Cavalcanti co-fundador da BOX 1824, empresa de consultoria e pesquisa em cultura, e da Kunumi, que abarca o universo da inteligência artificial, fará um painel sobre o “novo código digital” e como ele nos afeta diretamente. Já Barbara Soalheiro, idealizadora da consultoria Mesa & Cadeira, foca no futuro do trabalho – e o que fazer para não tornar-se obsoleto. Também estão na lista: Gabriel Klein (Vice Brasil), Monique Dardenne e Claudia Assef (WME), Carlota Mingolla, Gian Martinez (Winnin), Lourenço Bustani (Mandalah) e muito mais.

Pontos de venda

MECASpot
(Rua Artur de Azevedo, 499 – Pinheiros, São Paulo)

Em breve, outros pontos em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Mais informações

Notinha crua

Semana orgânica em SP

cosméticos naturais e orgânicos

Com cerca de 235 expositores, entre produtores e empresas que apostam em soluções orgânicas, esta semana acontecem duas grandes feiras em um mesmo evento no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera em São Paulo. Para consumidores ou profissionais da área e pesquisadores, além do lançamento de mais de 1.200 produtos, seminários, aulas, palestras e rodadas de negócio estão programados até sábado. A seguir, todas as informações e a programação completa que começa nesta quarta-feira!

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Moda/ Para o corpo e a alma

Slow Fashion – a moda que chegou para ficar

moda brasileira responsável

Com o olhar editorial do site Fashion 4 Better, a matéria de hoje é como um toque de amiga. Aquela sincera que te pergunta se você tá ligada no que anda rolando, sabe? É importante a reflexão sobre o que consumimos, o que vestimos e multiplicamos pelo mundo. Esse é o assunto preferido do F4B e todo dia tem novidade por lá! Por aqui, vamos compartilhar algumas de suas matérias imperdíveis!

Começamos com um texto que abre de vez a cabeça para um conceito de consumo mais consciente na moda. É hora de incorporar algumas ideias e preceitos antes de comprar, e vestir apenas aquilo que faz sentido pra você e pro mundo, tudo feito com material e mão de obra limpos. Marcas com bons propósitos também entram nesta equação. Quem conta mais é o F4B logo abaixo!

Peças atemporais, filosofia própria e consumo consciente

slow-fashion é um conceito baseado na confecção desacelerada, com muito respeito ao tempo de produção e às condições de trabalho dos profissionais envolvidos em todas as etapas necessárias para a criação de uma peça.

A filosofia slow defende as peças atemporais, feitas à mão e com processos artesanais, levantando a bandeira de um mercado mais justo. O vestuário produzido em massa, o consumo desenfreado, a poluição e a mão de obra duvidosa são tópicos levantados pelas marcas que nasceram desse lifestyle.

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