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Beleza crua/ Moda

Beleza sustentável: Davines

davives cosméticos eco

Com uma linha de produtos rica em variedade e potência natural, a marca Davines tem mais de 30 anos e está em ótima forma, como conta o Fashion 4 Better.

Com produtos de qualidade e uma ideologia de beleza sustentável, a marca Davines nasceu em 1983 com a família Bollati, que fundou o grupo Davines em Parma, na Itália. Este grupo começou como laboratório de pesquisa produzindo produtos de alta para tratamento do cabelo e cuidado da pele para empresas de cosméticos famosas no mundo inteiro. Desde o início a Davines se concentrou em produtos artesanais, que são cientificamente projetados para trabalhar e expressar o nosso espírito e estilo distintos.

Três décadas depois, a comunidade Davines está espalhada por mais de 80 países, milhares de salões e centenas de cabeleireiros apaixonados. Embora a marca continue a crescer, com sedes em Parma, Nova Iorque, Paris, Londres e México, ela continua fiel as suas raízes como laboratório de pesquisa familiar, guiado pelo mesmo desejo por produtos com recursos energéticos renováveis. Maravilhoso, não é mesmo?

“O futuro será verde ou não existirá. Esta verdade está no coração do maior desafio da humanidade: Aprender a viver em harmonia com a Terra em uma base verdadeiramente sustentável”, do ambientalista Sir Jonathon Porritt.

davines cosméticos

O shampoo MINU, um dos mais cobiçados da marca, é ideal para cabelos coloridos. Sua fórmula é caracterizada por uma espuma rica e encorpada. O perfume que caracteriza a família MINU tem frescor e notas de flor de laranjeira.

Arte

O sentido pelo abstrato

dança arte

O corpo pede passagem e os sentidos tomam frente em uma construção artística que se alimenta do espaço, às vezes tão poluído de ideias e discursos nervosos, mas sempre precisando arejar. Isto é o que propõe Joana Gervais com sua Karnal Dance, uma estética de movimento que acaba de aprimorar e colocar no mundo! Que seja bem-vinda e nos ensine a viver!

Atriz, coreógrafa e bailarina, Joana é carioca, morou em Londres e por lá fez uma pós-graduação no Laban Centre, continuando anos de vivência na Escola Angel Vianna e no Centro de Movimento Deborah Colker. Depois da temporada na Europa, ela ainda embarcou na aventura de ser mãe e abraçou de volta os cenários do Rio de Janeiro com uma força visceral e apaixonada.

Karnal Dance

Foram estes os passos que a fizeram encontrar a forma e o conceito do Karnal Dance, que experimenta por onde passa, especialmente, pelas paisagens inspiradoras da cidade. Seu Instagram já mostra um pouco da proposta artística e no próximo dia 14, ela ministra uma aula experimental na novíssima Athma, um espaço para yoga, meditação, palestras e dança na loja Ahlma.

Sua relação com o sensorial, a natureza e o corpo singular, assim como o instante e a poesia da espontaneidade, foram a tônica de uma conversa rápida, mas muito gostosa:

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Como vê a dança integrada à vida cotidiana?

Joana: Através da abordagem técnica da linguagem de Rudolf Laban pude reconhecer a diferença entre dança e movimento na prática. Reconheci e tive a apreensão que nosso conhecimento sobre dança reside em nosso próprio corpo e na sensação do movimento, todo dia.

De que forma surgiu a ideia da Karnal Dance?

Joana: Foi num papo com um amigo sobre a metodologia de aula que eu estava em processo de pesquisa. Comigo as ideias surgem assim, no acaso, no meio de uma frase, andando na rua. Quanto mais eu fantasio e teorizo sobre minhas ideias mais eu me distancio delas. Comigo a coisa precisa ser prática, através da ação. Tenho que ir e fazer, experimentar no corpo e depois ver no que dá.

Como define o Karnal Dance?

Joana: Eu ainda estou devindo este conceito pra mim mesma. Karnal Dance é contato, reintegração e entrega. É uma dança que vem de dentro pra fora, não tem caminho, é caminho. Ainda é uma pesquisa muito pessoal que é difícil de explicar, mas esse é o barato e o desafio. Quero e preciso torná-lo acessível a todos. É uma prática que mistura contato e dança contemporânea com uma pitada de jazz.

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Na cola do Karnal Dance:

Dia 14/07 às 17h no espaço Athma, loja Ahlma, na Rua Carlos Góis 208, Leblon, Rio de Janeiro

+ Para conhecer mais sobre a Ahlma, cliquem na matéria do site The Summer Hunter, aqui!

Comportamento/ Para pensar junto

Keep glowing

glow netflix

Outro dia li ou ouvi uma frase não sei onde, mas ela ficou em mim. Desde então, sempre a repito para os amigos que precisam de um conselho ou algum otimismo: “Não importa o que aconteceu, o que importa é o que você fez do que aconteceu” *. Pode ter sido coisa da Laerte, no doc Laerte-se. Não consigo mesmo lembrar.

O sentido desta frase é tão maravilhoso e abrangente que pode ser a solução para qualquer problema. Afinal, a vida está aí como uma onda enorme e não temos controle sobre ela. Temos, no entanto, o poder de encontrar caminhos e atalhos alternativos ao fracasso com jogo de cintura e uma dose de ambição em vencer.

Sei que cada um tem a sua ideia sobre o fracasso, assim como sobre o sucesso. Fracassar por aqui, podemos convencionar como o nome que damos para quando saímos do trilho sem nunca voltar, renunciando algo ou alguém que era realmente importante por medo, preguiça ou irresponsabilidade. Deixando uma parte boa da gente de canto ou um talento escondido, por exemplo.

Não existe nenhum problema em desistir de sonhos ou mudar de ideia. Às vezes isto é sinal de uma inteligência emocional firme e respeitável! Ruim é deixar de acreditar em projetos que amamos de verdade ou desanimar com os obstáculos que aparecem muitas vezes como uma gincana sem-fim.

Como a vida é um script escrito à muitas mãos, não dá pra esquecer que duas delas são nossas e é sobre isso que estou pensando agora que acabei de devorar todos os episódios de Glow. A série do Netflix, lançada no último dia 23, estranhamente me fisgou.

Não sou muito de séries, tenho a impressão de que elas enrolam a gente como as novelas, mas desta vez… perdi playboy! O produto é sarcástico, engraçado e inteligente, sem contar que os anos 80 são bizarros! Mas não é só.

glow netflix brasil

Para quem ainda não viu, ou nem pretende ver, a trama é uma comédia dramática que narra o dia a dia de atrizes desempregadas em Los Angeles nos anos 80 que acabam embarcando num projeto de show de luta livre para a TV como uma forma de viver do que amam. A ideia é declaradamente trash e machista, mas elas encaram a oportunidade como única e levam tudo muito a sério. Treinam duro, estudam e criam personagens com motivações para os golpes, chutes e pontapés.

Foi aí que eu me apaixonei pela série, pela luta por trás da luta. Pela fé cênica que é tão forte que invade a vida e transforma seus bad karmas, seus padrões, suas relações e tudo mais. É nesta energia, na vontade de fazer, de acertar, de ser melhor, que está a força magnética da série. É inspirador ver cada uma das personagens no esforço por sua dignidade, levantando para tentar de novo e de novo, mesmo em estado patético e fragilizado.

Esse combo de intenções é o que faz qualquer proposta neste mundo, pessoa ou história ser cativante. É uma arte de se aplaudir esta de fazer “do limão uma limonada”, mesmo sem açúcar, ainda um pouco azeda… Dialogar com aquilo que saiu do previsto atropelando feio os planos, organizar nossos medos e limitações como atletas que não faltam aos treinos ou como atores pontuais em seus ensaios, fiéis aos processos, é brilhar!

GLOW netflixFotos: Divulgação Netflix

* Acabo de saber por um leitor que o pensamento é do filósofo Jean-Paul Sartre e a cartunista Laerte apenas o cita no filme. As frases originais são: “Não importa o que a vida fez de você. Importa o que você fez com o que a vida fez com você”.

+ INDICAÇÃO

Vejam os vídeos da atriz Vitoria Ferraz em NY para um curso de técnicas de atuação

Moda/ Para o corpo e a alma

Piñatex – o couro do futuro

abacaxis na moda

Passeando pelo Fashion 4 Better encontramos essa matéria deliciosa! Abacaxis nunca nos entediam e agora servem também para a fabricação de roupas e acessórios como um couro vegetal.

Conheça o Piñatex, o couro sustentável do abacaxi.

A sustentabilidade na moda e a mão de obra ética são os nossos assuntos favoritos no Cena Crua e no Fashion for Better. É impossível falar sobre sustentabilidade sem mencionar uma das invenções mais incríveis dos últimos tempos, o Piñatex.

Aproximadamente 40.000 toneladas de resíduo de abacaxi são desperdiçadas anualmente e a designer Carmen Hijosa viajou até as Filipinas para desenvolver uma metodologia aonde as fibras do abacaxi são separadas e feltradas em um pano sem trançados que pode ser usado em roupas, sapatos e móveis.

bolsa de couro de abacaxi

Além de poupar o sofrimento animal, as fibras de celulose extraídas das folhas da fruta são consideradas subproduto da agricultura e, por isso, estragariam ou seriam queimadas. Para se produzir um metro quadrado de Piñatex, são necessárias 480 folhas de abacaxi. O tecido é mais barato e mais leve do que o couro verdadeiro!

O primeiro tecido produzido a partir do abacaxi foi lançado em dezembro de 2014, em Londres. Leve e flexível, o Piñatex pode ser costurado e receber estampas impressas em sua superfície. Uma alternativa incrível para quem se preocupa com o bem-estar animal, com o meio ambiente e procura estar alinhado com o consumo consciente!

Para quem quiser conhecer mais sobre o projeto, visitem o site Ananas Anam (new materials for a new world) 

Comportamento/ Para pensar junto

Malucos que falam sozinhos

Acordar na segunda-feira achando que é domingo é desolador. Meu marido está viajando e eu não tenho ninguém por perto para compartilhar a sensação. Tudo certo, nada que não passe logo ou enquanto escrevo este texto. Também não é o caso de procurar as redes sociais para desabafar.

Hoje de manhã achei que era domingo, percebi que estava errada e me dei conta também de outros detalhes da vida cotidiana que andam desajustados. Segunda-feira é implacável!

Sabe aquela cena que a gente já viu milhões de vezes pela janela do carro, do metrô ou do ônibus e quando somos crianças até achamos engraçada? Pessoas falando e gesticulando sozinhas, sem nenhum pudor acreditando plenamente que estão em um diálogo? Lembrou?

Talvez elas não sejam malucas e com certeza isso não é nada engraçado. Não sabemos, dá uma angústia, mas é mais ou menos assim que a gente anda hoje em dia. Vivemos como “malucos” que falam sozinhos.

– é preciso deixar claro que não tenho gabarito para definir o termo “maluco”, que estou usando a palavra da forma mais direta (e chapada), que nem todo mundo que fala sozinho é triste ou tem problemas, etc e tal. Estou tentando apenas ilustrar algo que vive no meu imaginário como sinônimo de solidão –

Passei meio revoltada e triste esses últimos dias com uma mistura bombástica de TPM, lua em áries e mensagens não respondidas. Fiquei achando que existe um Universo suspenso que vaga no infinito cheio de desejos, de ideias e projetos que nunca serão realizados por simples falta de comunicação.

Vagam até pedidos de orçamento e propostas de trabalho. Num Universo paralelo, talvez essas mensagens se encontrem e todos estejam felizes, amando e sem problemas para pagar as contas mensais. Seria lindo!

Mas no plano real, esse comportamento alienado empaca a vida e faz você acreditar que a sua ideia não vale. A TPM é foda e a coisa toda pode ficar bem dramática, mas no fundo é disso que se trata.

Quando jogamos algo no mundo, é como uma vara de pesca que lançamos com energia e alguma esperança. Uma mensagem de trabalho ou pessoal que não é respondida não é apenas uma falta de atenção ou de educação, mas um vício que nos faz permanecer vagando, flutuando sobre as possibilidades, desgastando o brilho das ideias.

Com menor impacto, o mesmo acontece quando comentamos os posts dos amigos. Estamos falando sozinhos. Falando, falando e falando a todo momento. Frases de efeito e máscaras sociais estão quase sempre à frente do discurso público e solitário.

Também não esperamos que tudo seja respondido, afinal isso demandaria ainda mais comentários e respostas. Banalizamos o nosso tempo, mas nem tanto! No final, o que fazemos é comentar e receber likes em troca. Na maior parte do tempo. Tudo bem.

Então passamos no Instagram para uma pesquisa rápida e lá estamos escrevendo cool, uau, lindo, nossa e tudo mais. Na ponta do lápis, quantas horas por semana você falou sozinho? Não se admire se um dia você cruzar com alguém em um carro, num ônibus ou caminhando do outro lado da rua enquanto você fala e ninguém escuta. Não se assuste com o reflexo na janela ou com o que vai ver pelos olhos dos outros.

Ou… vamos dar a chance da semana começar melhor… antes disso acontecer, é claro que podemos escolher por não alimentar o Universo Suspenso. Se ele existe mesmo, podemos também resgatar sua potência e usá-la aqui e agora.

foto: Victor Affaro